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Certificações

ECOCERT é a certificadora de orgânicos da Copra

A Copra desenvolve a cadeia produtiva do coco com viés na sustentabilidade, e o alimento orgânico está inserido neste contexto. Este é um mercado que cresce a dois dígitos ao ano.

Chips de Coco Orgânico e Óleo de Coco Extravirgem Orgânico, 200 ml e 500 ml, certificados pela ECOCERT

A ECOCERT, empresa francesa, presente em mais de 130 países, iniciou na Europa o processo de fortalecimento e regulamento orgânico. No Brasil ela atua há mais de 14 anos, certificando em praticamente todos os Estados brasileiros e em, pelo menos, 20 países para clientes que desejam exportar para o Brasil.

Há sete anos a ECOCERT desenvolve um trabalho com a Copra para certificação de produtos orgânicos. Já são seis produtos certificados: Óleo de Coco Extravirgem Orgânico e a linha de Chips de Coco Orgânico.

Para Alexandre Schuch, Country Manager Brasil da ECOCERT, ”são várias as vantagens da certificação orgânica. Ela possibilita à empresa a abertura de novos canais de venda, nacional e internacional; a possibilidade de conseguir um preço maior no mercado; diferenciação junto aos consumidores, pois produz de forma a respeitar a natureza e as práticas trabalhistas adequadas e a possibilidade de comunicar isso e ter uma terceira parte que subscreve essas qualidades”.

Processo constante de revalidação da certificação permite maior integração com a cadeia produtiva e maior segurança

No Brasil a normativa 18 IN 18, rege o processamento. Existe um check list extenso para cobrir todos os pontos que a legislação determina averiguação, justamente para checar se as práticas reais da empresa, ou do produtor, condizem com a legislação. No check list há aspectos sociais e ambientais a serem verificados.

Alexandre fala destas etapas. “A cada 12 meses todo o processo se repete, inclusive com nova auditoria in loco. A renovação é para garantir a manutenção do certificado e assegurar que a empresa ainda cumpre com o que é preconizado e exigido pela lei. Outro aspecto importante na avaliação da certificação é a rastreabilidade. Na certificação de orgânicos, rastreabilidade é a palavra chave, significando que toda a matéria-prima utilizada tem procedência conhecida e comprovadamente orgânica. A matéria-prima deve possuir uma certificação válida, independente da certificadora, desde que reconhecida e acreditada para tal. A segurança para o consumidor é procurar pelo selo do Sisorg. No caso da certificação por auditoria, existe a credibilidade do Inmetro, que audita anualmente todas as certificadoras e reforça o compromisso, pois se não cumprirmos com os critérios, corremos o risco de perder nossa acreditação para atuar”, explica o executivo.

“O produto orgânico representa hoje talvez uma das maiores forças para tentar frear as graves questões ambientais que nos assolam, pois não se certifica um produto como orgânico se o produtor estiver poluindo um rio, por exemplo, ou destruindo a fauna ou flora local. Isso é fato. Além disso, existe a fiscalização via Ministério da Agricultura que pode, inclusive, ser comunicada pelo próprio consumidor. Existe também uma maior vigilância dos próprios produtores que, se percebem coisas estranhas vindas da concorrência, já se mobilizam, comunicam, denunciam, etc. e no nosso caso particular, a confiança é nosso maior ativo pois nossa marca está em mais de 130 países, ou seja, não podemos correr o risco de ter problemas relacionados a confiabilidade do processo, razão pela qual somos bastante rigorosos na avaliação dos projetos e concessão dos certificados,” finaliza Alexandre.

Saiba mais em: www.ecocert.com.br

Copra prioriza produtor local de coco orgânico certificado

Percorrendo os caminhos da sustentabilidade, desde a origem da matéria-prima até os pontos de vendas, a Copra, empresa que atua na cadeia do coco, sediada em Maceió/Alagoas, está engajada na valorização e na parceria com produtor local de cocos orgânicos certificados para o desenvolvimento de sua linha de produtos orgânicos. É o caso da parceria de sucesso com Afrânio Lages Filho, proprietário do Sítio Nossa Senhora da Glória, situado no município de Porto de Pedras, Estado de Alagoas, que possui área de 340 hectares e sua produção é colhida a cada sessenta dias, ou seja, seis vezes por ano.

“Forneço com exclusividade para a Copra desde o início de suas atividades, isso graças a confiança e a amizade constituídas ao longo dos anos de  relacionamento. Trata-se de uma  empresa séria com quem nunca tive problemas de entendimentos comerciais”, destaca Afrânio sobre a parceria com a empresa.

 

As adversidades climáticas e o impacto na produção

“Produzíamos cerca de duzentos mil cocos por colheita, que regularmente ocorre a cada sessenta dias, entretanto, devido a uma rigorosa seca e em função da quarentena que fomos obrigados a fazer para transformação de produção normal em orgânica, tivemos uma queda brusca de produção, que aos poucos vai se normalizando com a colocação de novos adubos e de um inverno generoso de chuvas”, comenta Afrânio.

O sítio conta com um efetivo de 35 colaboradores e de 12 a 15 subidores, como são chamados os trabalhadores que colhem os cocos.

A produção do coco orgânico certificado é ligeiramente menor, mas tem maior valor agregado

A certificação orgânica trouxe vantagens, comenta o produtor. “Estamos certificados há pouco mais de um ano pela IBD Certificações, uma das maiores certificadoras da América Latina. Uma das exigências para se obter a certificação é o não uso de qualquer produto químico, quer seja adubo ou insumos para combate a pragas. Todo tratamento tem que ser orgânico. Para iniciar a certificação, tivemos que parar de usar esses produtos por dois anos, o que acarretou numa queda brusca de nossa safra no momento. Agora os adubos utilizados são estercos de galinhas e material orgânico similar aos químicos”.

Afrânio Lages comenta ainda que a produtividade do coco orgânico é ligeiramente menor do que a do convencional, mas compensa  no preço que  é  maior e agrega valor ao produto. “O consumidor brasileiro já faz esta distinção ao buscar um produto produzido a partir de cuidados com o homem e com o meio ambiente. Outra vantagem é que cada dia mais as pessoas buscam por produtos orgânicos certificados”.

O Diretor da Copra Hélcio Oliveira comenta a parceria de longa data com o produtor Afrânio Lages e a importância das práticas de sustentabilidade para a empresa. “Estamos muito felizes com a nossa parceria com um dos maiores produtores de coco orgânico do Brasil, o Afrânio Lages. Colocamos toda nossa experiência, adquirida ao longo dos anos na cadeia do coco, para esta certificação orgânica. Seguimos a tendência mundial, que é a da alimentação saudável, com produção livre de agrotóxicos, que respeite o meio ambiente. Nosso objetivo é criar condições para que tenhamos mais produtos certificados orgânicos, valorizando, desta forma, o pequeno produtor local, assegurando que sua produção tenha destinação definida e preço justo, assim praticamos sustentabilidade em toda a cadeia produtiva, desde o campo, com a preservação do meio ambiente, até a fauna e a flora, passando pelos colaboradores, fornecedores, clientes e consumidores”.